sexta-feira, 25 de março de 2011

.Para o dia continuar gostoso.





Misread – Kings of Convenience

Uma musiquinha para alegrar o dia.
Adoro essa banda.

quarta-feira, 23 de março de 2011

.Vi no de(coeur)ação.

Hélio Leites from Cesar Nery on Vimeo.

Me emocionei com a mensagem.

O pior desemprego do mundo...

terça-feira, 22 de março de 2011

.Les Triplettes de Belleville.






Eu adoro um desenho animado.
Morro de vontade de assistir este, desde quando o lançaram.
Só tenho a trilha sonora.
Alguém tem o filme aê?!

Aqui nesse site tem a sinopse do filme,
só pra dar aquela vontade de ver.


terça-feira, 15 de março de 2011

.Coisas sobre mim.


Gosto de fotografias, alheias ou não.
Coleciono casamentos, vestidos de noivas, interiores, móveis, frases, fotos lindamente indecorosas, segredos, lembranças, amores mal resolvidos.
Guardo versos, frases e livros.
Sou técnica em Sistemas de Informação, apesar de detestar informática, conheci muita gente, ganhei novos melhores amigos.
Quero estudar antropologia um dia.
Faço Design de Interiores atualmente, quero aprender a costurar de verdade, ser ótima na cozinha, ter uma casa pra chamar de minha, escritora nas horas vagas, amante por tempo integral, sem ter que me preocupar com as horas. Conhecer mais lugares.
Descobri que tenho dom pra muita coisa, que o quê me falta é dinheiro.
Gosto de Rock, MPB e Flash Back e vou conhecer o Coldplay esse ano.
Que namoro alguém nada a ver com meu estilo mas que faz de mim a pessoa mais completa.
Que à três anos atrás eu criei o blog só pra afogar as minhas mágoas e hoje tenho amigos, falo de amor, música, livros e decoração.
Que já escrevi mais, que hoje escrevo pouco, é quase nada.
Stéfane Mesquita

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Conto da Ilha Desconhecida - José Saramago


...O luar iluminava em cheio a cara da mulher da limpeza, É bonita, realmente é bonita, pensou o homem, que desta vez não estava a referir-se à caravela. A mulher, essa, não pensou nada, devia ter pensado tudo durante aqueles três dias, quando entreabria de vez em quando a porta para ver se aquele ainda continuava lá fora, à espera. Não sobrou migalha de pão ou de queijo, nem gota de vinho, os caroços das azeitonas foram atirados para a água, o chão está tão limpo como ficara quando a mulher da limpeza lhe passou por cima o último esfregão. A sereia de um paquete que saía para o mar soltou um ronco potente, como deviam ter sido os do leviatã, e a mulher disse, Quando for a nossa vez faremos menos barulho. Apesar de estarem no interior da doca, a água ondulou um pouco à passagem do paquete, e o homem disse, Mas baloiçaremos muito mais. Riram os dois, depois ficaram calados, passado um bocado um deles opinou que o melhor seria irem dormir, Não é que eu tenha muito sono, e o outro concordou, Nem eu, depois calaram-se outra vez, a lua subiu e continuou a subir, em certa altura a mulher disse, Há beliches lá em baixo, o homem disse, Sim, e foi então que se levantaram, que desceram à coberta, aí a mulher disse, Até amanhã, eu vou para este lado, e o homem respondeu, E eu vou para este, até amanhã, não disseram bombordo nem estibordo, decerto por estarem ainda a praticar na arte. A mulher voltou atrás, Tinha-me esquecido, tirou do bolso do avental dois cotos de vela, Encontrei-os quando andava a limpar, o que não tenho é fósforos, Eu tenho, disse o homem. Ela segurou as velas, uma em cada mão, ele acendeu um fósforo, depois, abrigando a chama sob a cúpula dos dedos curvados, levou-a com todo o cuidado aos velhos pavios, a luz pegou, cresceu lentamente como faz o luar, banhou a cara da mulher da limpeza, nem seria preciso dizer o que ele pensou, É bonita, mas o que ela pensou, sim, Vê-se bem que só tem olhos para a ilha desconhecida, aqui está como as pessoas se enganam nos sentidos do olhar, sobretudo ao princípio. Ela entregou-lhe uma vela, disse, Até amanhã, dorme bem, ele quis dizer o mesmo doutra maneira, Que tenhas sonhos felizes, foi a frase que lhe saiu, daqui a pouco, quando lá estiver em baixo, deitado no seu beliche, vir-lhe-ão à ideia outras frases, mais espirituosas, sobretudo mais insinuantes, como se espera que sejam as de um homem quando está a sós com uma mulher. Perguntava-se se já dormiria, se teria tardado a entrar no sono, depois imaginou que andava à procura dela e não a encontrava em nenhum sítio, que estavam perdidos os dois num barco enorme, o sonho é um prestidigitador hábil, muda as proporções das coisas e as suas distâncias, separa ás pessoas, e elas estão juntas, reúne-as, e quase não se vêem uma à outra, a mulher dorme a poucos metros e ele não soube como alcançá-la, quando é tão fácil ir de bombordo a estibordo...

quarta-feira, 2 de março de 2011


Prova a minha boca no teu ouvido.
Allen Ginberg