sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera


(...) Sem dúvida ela também acreditava bobamente que seu corpo era o escudo de sua alma (...)
(...) De fato as metáforas são perigosas..
Com as metáforas não se brinca. O amor pode nascer de uma única metáfora(...)

terça-feira, 20 de setembro de 2011


A vida tem me sorrido, de peito aberto.
E de graça!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Os miseráveis - Victor Hugo


Desde o encontro com o bispo, era outro homem. Vendeu a prataria . Guardou os castiçais como lembrança e se dedicou a uma vida honesta. Atravessou a França. Quando chegou a Montreuil-sur-Mer, teve a idéia que revolucionou a indústria local. Tornou-se rico. Tinha dois únicos pensamentos: ocultar seu nome e santificar sua vida. Ou seja, escapar dos homense dedicar-se a Deus. Fazia da caridade seu maior objetivo. Mas agora estava diante de um drama de consciência. Podia permitir que um inocente fosse condenado em seu lugar? Se o fizesse, todas as suas boas ações até agora não teriam sentido. Mas se denunciasse a si mesmo, seria preso. Ao mesmo tempo, pensava em Fantine. Era sua oportunidade de redimir uma alma entregue ao desespero.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Desconhecido e muito lindo

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar,
Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo. Já confundi Sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
Já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas,
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas,
Já escrevi no muro da escola,
Já chorei sentado no chão do banheiro,
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios,
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso,
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, Já gritei de felicidade,
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'. Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
experiência...experiência...Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?
Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? 'Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?

domingo, 14 de agosto de 2011

A viagem do elefante - José Saramago




...Partimos amanhã, disse, Já sabia, respondeu subhro, Virei aqui para me despedir, Voltaremos as ver-nos, perguntou o comandante, O mais certo é que não, viena esta longe de Lisboa, Tenho pena, agora que já eramos amigos, Amigo é uma palavra grande, senhor, eu não sou mais que um cornaca a quem acabaram de mudar o nome, E eu um capitão de cavalaria dentro de quem algo também mudou durante esta viajem, Suponho que por ter visto lobos pela primeira vez, Vi um há muitos anos, quando era pequeno, já mal me lembro, A experiência dos lobos devem mudar muito as pessoas, Não creio que a causa tenham sido eles, Então o elefante, É mais provável, se bem que, podendo compreender mais ou menos um cão ou um gato, não consigo entender um elefante, Os cães e os gatos vivem ao nosso lado, isso facilita muito a relação, mesmo que nos equivoquemos, a contínua convivência resolverá a questão, já eles, não sabemos se equivocam e disso têm consciência, E o elefante, O elefante, já lho disse outro dia, é outra coisa, em um elefante há dois elefantes, um que aprende o que se ensina e outro que persistirá em ignorar tudo, Como sabes tu isso, Descobri que sou tal qual o elefante, uma parte de mim aprende, a outra ignora o que a outra parte aprendeu, e tanto mais vai ignorando quanto mais tempo vai vivendo, Não sou capaz de te seguir nesses jogos de palavras, Não sou eu quem joga com as palavras, são elas que jogam comigo, Quando o parte o arquiduque, Ouvir dizer que daqui a três dias, Vou sentir tua falta, E eu a sua, disse subhro, ou fritz. O comandante estendeu-lhe a mão, subhro apertou-lha com pouca força, como se não quisesse magoá-lo, Vemo-nos amanhã, disse, Vemo-nos amanhã, repetiu o militar. Viraram as costas um ao outro e afastaram-se. Nenhum deles olhou para trás.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Je vais bien, ne t'en fais pas


quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Espreitando pela fresta a janela, via as pessoas andando pela garoa, com seus guarda chuvas coloridos, os filhos segurados pelo pulso.
Os postes logo começariam a acender, pensava ela, enquanto observa o céu cinza lá fora, na maioria das vezes sentia-se melancólica, sempre imaginava a casa gelada, os dedos no vidro frio da janela. Com a impressão constante de que a saudade vagava pela casa, abrindo livros, ligando o rádio, fechando a janela... desligando a TV. Ela então se cobria de sua raiva, em baixo dos lençóis, com a desculpa que o tempo estava frio, mentido para mais ninguém além de si mesma.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O outro lado da meia-noite - Sidney Sheldon


Pensava em Noelle agora e sentiu a mesma sensação indescritível que sempre experimentara perto dela, como se sua simples lembrança pudesse dissipar os anos que os separavam. Era uma fantasia romântica, naturalmente, pois nada poderia jamais trazer de volta aqueles anos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Orlando - Virginia Woof


Por isso, Orlando e Sacha - como ele a chamava para abreviar, e porque esse era o nome de uma raposa branca, russa, que tivera em pequeno - criatura suave como a neve, mas com dentes de aço, e que o mordeu tão ferozmente que seu pai a mandou matar -, por isso ficavam com o rio para si. Aquecidos pela patinação e pelo amor, atiravam-se por alguma praia solitária, de margem orladas por amarelos juncos, e, envolto numa grande capa de peles, Orlando tomava-a nos braços e conhecia pela primeira vez- murmurava- as delícias do amor. Depois, findo o êxtase, e jazendo ainda, embalados num delíquio, sobre o gelo, falava-lhe dos seus outros amores e de como, comparados àquele, tinham sido de pau, de estopa, de cinzas. E, rindo-se da sua veemência, ela voltava outra vez aos seus braços, dando-lhe como prova de amor, mais um abraço. Maravilharam-se, então, de gelo se tivesse derretido som o seu calor, e apiedavam-se das pobres velhas que, não dispondo desses meios naturais derretê-lo, tinham que quebrá-lo com uma fria machadinha de aço. E depois, envoltos em suas peles de marta, falavam de tudo que há debaixo do sol: de paisagem e viagens; de mouros e turcos; da barba deste homem e da pele daquela mulher; de um rato alimentado à mesa pela mão dela; da tapeçaria que se agitava sem parar no salão da casa dele; de um rosto, de uma pluma. Nada era demasiado pequeno para a sua conversa; nada demasiado grande.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011


A pele de um branco quase diáfano se tornava amarela a medida e o sol se punha lá fora, a casa tornava se mais fria e a pele nua levantava os pelos do corpo suado, por entre os lençóis bagunçados. Os cabelos negros compridos espalhados na almofada, as pintas, os gestos, os modos, os detalhes. As somas dos dias, a rotina, o modo como me olhava. Era dez da manhã, lá fora uma chuva torrencial. Eu permanecia sentado em minha cadeira semi nu, com os dedos dos pés quase roxos, lia Gabriel enquanto ela vagava com os olhos por entre as telas do meu quarto. E eu imaginando como iria lhe escrever esta carta. Já se passaram dois anos desde a última vez que te vi, correndo por entre os carros, enquanto a chuva caia, formando as grandes possas d'água da calçada. E ainda nem sei o que escrever, fico preso nas palavras que nem existem, ainda não cabem, ficaram ali, grafadas nos livros, o passado saudoso, do seu sorriso tímido, seu olhar de dizeres. Nem sei se te invento, vou te imaginando na minha frente. A pele de um branco quase diáfano, que as veias se deixavam aparecer, despindo-se diante a janela anunciando que o sol já tinha ido embora.

segunda-feira, 11 de julho de 2011



Lay your head where my heart used to be
Hold the earth above me
Lay down in the green grass
Remember when you loved me...

sexta-feira, 1 de julho de 2011


O vento balançava as mexas de cabelos que caiam no rosto dela, enquanto eu sentado, frente ao espelho que ela se trocava, observava as curvas que formavam em sua cintura ao vestir a meia calça, a colocar o seu vestido verde.
Era uma tarde Outubro, talvez passasse a tarde a conversar, ou só observar-la, como se os anos nunca tivessem passado, como se a saudade retardasse os tantos meses que eu havia desaparecido da sua vida.
Eu podia ver o nervosismo tímido que ele tinha enquanto me olhava, passava a mão em sua barba mal feita. Eu olhava. Ele olhava, olhos se olhavam.
Talvez nunca quisera que esse dia chegasse. Lembro de um sonho, eu passando, você me remendando, eu então te olhava, só abraçava, tudo passava, as horas, as pessoas. Nada importava, e você sumia enquanto eu acordava para o trabalho. Com a saudade aguçada, uma ansiá estúpida de quer te ver.
Ele desceu as escadas, saiu pela porta sem despedidas, nem lamentos; enquanto ela parada continuava a se vestir frente ao espelho. O vento continuava a embalar os cabelos no rosto, foi então que acordou gelada e com frio, fechou a janela, enquanto via os dias lhe apontarem aquele eterno mês de julho.

quarta-feira, 22 de junho de 2011


De férias da faculdade.
E com preguiça de dizer adeus.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante….

- Bom dia – disse o príncipe.

- Bom dia – disse a flor.

- Onde estão os homens? – Perguntou ele educadamente.

A flor, um dia, vira passar uma caravana:

- Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.

-Adeus – disse o principezinho.

-Adeus – disse a flor.

O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. “De uma montanha tão alta como esta”, pensava ele, “verei todo o planeta e todos os homens…” Mas só viu pedras pontudas, como agulhas.

- Bom dia! – disse ele ao léu.

- Bom dia… bom dia… bom dia… – respondeu o eco.

- Quem és tu? – perguntou o principezinho.

- Quem és tu… quem és tu… quem és tu… – respondeu o eco.

- Sejam meus amigos, eu estou só… – disse ele.

- Estou só… estou só… estou só… – respondeu o eco.

“Que planeta engraçado!”, pensou então. “É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz… No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro.”

Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas em direção aos homens.

- Bom dia! – disse ele.

Era um jardim cheio de rosas.

- Bom dia! – disseram as rosas.

Ele as contemplou. Eram todas iguais à sua flor.

- Quem sois? – perguntou ele espantado.

- Somos as rosas – responderam elas.

- Ah! – exclamou o principezinho…

E ele se sentiu profundamente infeliz. Sua flor lhe havia dito que ela era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!

“Ela teria se envergonhado”, pensou ele, “se visse isto… Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela seria bem capaz de morrer de verdade…”

Depois, refletiu ainda: “Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso…”

E, deitado na relva, ele chorou.

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia – disse a raposa.

- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu.

- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira…

- Quem és tu? – Perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita…

- Sou uma raposa – disse a raposa.

- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste…

- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.

- Ah! Desculpa – disse o principezinho.

Mas, após refletir, acrescentou:

- Que quer dizer “cativar”?

- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?

- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?

- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?

- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?

- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa “criar laços”…

- Criar laços?

- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…

- É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra…

- Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.

- A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito – suspirou a raposa.

*dá vontade de colocar o livro todo aqui*

sexta-feira, 10 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011


Sempre peço a Deus, sem certeza de que seja realmente isto a minha vontade, de que esse dia nunca chegue. De que te encontre de repente, sem conferir o grau da saudade, nem horário marcado, nem o sorriso estampado, nem o cheiro das tuas lembranças me saindo pelo poros, nem o tremor que sempre tenho por dentro, enquanto você me olha, me lê por dentro.
Talvez eu faça uma reza mais braba.
Um novena dobrada.
Um jejum de quarenta dias.
Ou quem sabe, eu morra com essa agonia.
Eu sei, que se acaso nada disso for embora, eu te guardo novamente na memória, nos meus segredos que nunca digo.
Pois eu sei que já virou habito essa saudade estranha que sinto.

quarta-feira, 1 de junho de 2011


Nunca fui a Colombina muito menos a Dulcinéia Del Toboso de Quixote.
Já fui a possuída Sierva Maria de Caetano. Nas estórias de Gabriel o colombiano.
Chorei com Liesel do Markus Zusak.
Tive que escolher como Gjorg do Ismail Kadare.
Fui a Sabina de um Fraz do Milan Kudera, durante longos e eternos dias na minha vida.
Hoje sou uma infinidade de pedaços alheios, soltos em palavras, que alguém disse, escreveu, leu... cantou para mim.
Hoje ainda guardo na memória, uma saudade com cheiro de livros velhos. Umas músicas em discos riscados, com dias frios diferentes dos de hoje.
Quando comecei a escrever tive medo, de que no fundo gostava de sofrer um pouco.
Eu me sentia viva nas palavras, nos textos que me vinham com tanta facilidade, enquanto eu achava que a saudade era o medo de ter por perto.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

.Pra quem mora em Brasília.


Tô virando um verdadeiro anuncio de eventos hein?! rsrs

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o Lago Paranoá será o cenário do Primeiro Festival das Águas.
Confira a programação:

Festival das Águas – 2 a 5 de Junho
Local: Concha Acústica – Lago Paranoá

Atrações:
- CPM 22
- Zeca Baleiro
- Jorge Aragão
- Ponto de Equilibrio
- NX Zero
- MV Bill
- Planta e Raiz
- Alceu Valença
- In Natura

E mais:
- Dudu Aire, Di Boresti, Surf Sessions, Tim Marley, 3 e Jah, Rafael Torres e Gabriel, H3.

Atividades:
Shows musicais,
Exposição de Oportunidades Ambientais Sustentabilidades, Emprego e Renda,
Esportes Náuticos,
Balonismo,
Vôlei de praia,
Futevôlei,
Bungee Jumping,
Skate – Half,
Motor Bike,
8º Corrida “Volta ao Lago”,
Brinquedos infláveis,
Artistas de rua,
Apresentações circenses.
Oficinas,
Fóruns, Seminários e Conferências,
Praça de Alimentação
Páraquedismo,
Show Room.
Projeto Educação Ambiental “Mar de Brasília”

Camila querida! Vem pra cá!
Ah! pra quem gosta tem Pitty também.

terça-feira, 24 de maio de 2011


"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. (...)" Max Gehringer

quinta-feira, 19 de maio de 2011

.Abril despedaçado. - Filme


- Quantos anos tu tem?
- vinte.
- A tua vida agora esta dividida em dois: os vinte anos que tu já viveu e o pouco que ainda te resta pra viver. Já conheceu o amor? Nem vai conhecer.

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- Nessa casa é os morto quem comanda os vivo. As vezes eu tinha vontade de que Tonho não voltasse.
- Não diga uma coisa dessa mulê.
- A piô das vida hômi é morrer feito bicho.
- Olha em volta mulê, o quê que sobrou?
- Nada.
- Pois então. Noís já perdemo tudo, se Tonho não voltar noís vamo também perder a honra.

Um dos melhores filmes, baseado em livros que eu já assisti. Um pouco diferente do livro mas a essência é a mesma.
Do livro Abril Despedaçado do autor albanês Ismail Kadare.
A vida de um jovem marcado para morrer.
Recomendo um dos melhores livros que eu já li e um dos melhores filmes que eu já assisti.

sábado, 14 de maio de 2011

Ninguém Escreve ao Coronel - Gabriel García Márquez


Sua voz começou a obscurecer-se de cólera.
"Estou me afogando em resignação e dignidade."
O Coronel não moveu um músculo.
- Vinte anos esperando os passarinhos de cores que lhe prometeram depois de cada eleição e de tudo isso nos resta um filho morto.
O coronel estava acostumado a esse tipo de recriminação.
- Cumprimos com o nosso dever - disse.
- E eles cumpriram com ganhar mil pesos por mês no senado durante vinte anos - replicou a mulher - Aí esta o nosso compadre Sabas, com uma casa de dois andares e que não dá para guardar todo o dinheiro, um homem que chegou na cidade com uma cobra enrolada no pescoço.
- Mas esta morrendo de diabete - disse o coronel.
- E você esta morrendo de fome - disse a mulher - Para que se convença de que a dignidade não se come.
Interrompeu-a o relâmpago. O trovão despedaçou-se na rua, entrou no quarto e passou rolando por baixo da cama, como um tropel de pedras. A mulher deu um salto até o mosqueteiro, em busca do terço.
O coronel sorriu.
- Isto lhe acontece por não refrear a língua - falou. - Eu sempre lhe disse que Deus é meu correligionário.
Mas, na realidade, sentia-se amargo. Um momento depois apagou a lâmpada e afundou-se a pensar, dentro da escuridão açoitada pelos relâmpagos. Lembrou-se de Mocondo...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

.Pra quem mora em Brasília.

Cheia de excentricidade, Cibelle é dona de uma voz impar.
Eu adoro o som de cores que as músicas dela têm.



Pra quem mora em Brasília: Tem Cibelle no CCBB.

Meu arrependimento foi só ficar sabendo do evento hoje, e perder Nina Becker e Thalma de Freitas - que cantam divinamente.
Mas tem muita gente talentosa nos próximos dias. #ficadica!

Live PA

6 Mai a 28 Mai
Local: Área Externa | CCBB DF
Horário: Sexta e sábado, às 22h30

Nesta série de oito encontros, dois músicos conhecidos do grande público se apresentam juntos, de forma que um faça o DJ enquanto o outro canta, resultando em performances que misturam música instrumental e canções com acompanhamento digital.

Acesse o site da mostra clicando AQUI.


ENCONTROS

Dia 06 | Nina Becker e Moreno Veloso
Dia 07 | Thalma de Freitas e Gabriel Moura
Dia 13 | Pedro Sá e Jonas Sá
Dia 14 | Cibelle e Wladimir Gasper
Dia 20 | Dado Villa-Lobos e Renato Martins
Dia 21 | Kassin e Claudio Zoli
Dia 27 | China e Silvia Machette
Dia 28 | Domenico Lancelotti e Felipe S


SERVIÇO

Data: 6 a 28 de maio
Horário: Sexta e sábado, às 22h30
Local: Área Externa | SCES, Trecho 2, lote 22
Bilheteria/Informações: Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefone: (61) 3310-7087
ENTRADA FRANCA
Classificação indicativa: 16 anos

quinta-feira, 5 de maio de 2011


Mais do que um ser no mundo, o ser humano se tornou uma Presença no mundo, com o mundo e com os outros. Presença que, reconhecendo a outra presença como um “não-eu” se reconhece como “si própria”. Presença que se pensa a si mesma, que se sabe presença, que intervêm que transforma, que fala do que faz, mas também sonha, que constata, compara, avalia, valora, que decide, que rompe.

Paulo Freire - Pedagogia da Autonomia


"The art", crada em 1951 por Arne Jacobsen, é uma cadeira com três pernas, sem braços. A cadeira ficou conhecida por esta foto. O britânico Jack Profumo era secretário da Guerra quando se envolveu Christine Keeler, a modelo da foto.

O ensaio feito para promover uma filme. Uma cópia do ensaio foi roubada do fotógrafo Lewis Morley, e publicada na capa do tabloide Sunday Mirror.

segunda-feira, 2 de maio de 2011


Temo pelo amor que me é dado, do que nele, há de me ser requerido.
Temo os ponteiros dos relógios, as datas dos calendários.
Quando eu vi já tinha 23 anos.
E ai vida tem passado num estante de um.
Temo o estante de dois, Amor.
Ainda não me vejo no fim de tarde quente, sentada ao sol, em uma cadeira em frente a janela que dá para o jardim da casa, enquanto um pão de canela vai assando no forno.
Cozinhando a minha felicidade em banho maria, para conservá-la para o resto da vida.
Pois sei que serei feliz, com as certeza que tenho catado pelo caminho.
Mas temo de mim, tenho medo de eu.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Estou aceitando doações...


Lâmpadas incandescentes mesmo queimadas...
Tive uma ideia.
Meu curso esta uma loucura, não tenho tempo para quase mais nada.

...as cores dizem muito ao meu respeito.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

.Pra quem mora em Brasília.

1° de maio. Vai rolar na Esplanada dos Ministérios shows em comemoração ao dia de nós trabalhadores.
Se a abaixo a programação:

10 às 14 - Oficinas culturais, esportivas e atividades infantis.
12 - Teatro Infantil
12:50 às 14:50 - DJs
14:50 - Repentistas
15:30 - Grupo Jenipapo
16:20 - Suzana Mares
17:00 - Ellen Oléria
18:00 - Pedro Paulo & Matheus - eu tenho um pé no sertanejo hehe
19:00 - Zezé de Camargo e Luciano.

Tem música para quase todos os gostos, é free minha gente!

Ellen Oléria tem uma voz poderosa, conheci em um desses shows da UNB. Me surpreendeu!
Pra que não conhece:

terça-feira, 26 de abril de 2011

Show do Paulinho Moska a R$ 10,00 reais e só ser divulgado depois que os ingressos acabam... Essa é a Brasíola, onde a cultura cotidianamente é elitizada.


Fiquei triste.
Pra quem gosta como eu...
Paulinho Moska - Tudo Novo de Novo

segunda-feira, 18 de abril de 2011

É tudo que eu queria para esse feriado.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fome - Knut Hamsun

Começava a escurecer; apaguei-me cada vez mais, acabrunhado, exausto, e voltei a deitar-me na cama. Para esquecer as mãos, passei os dedos pelos cabelos, para trás, para os lados, de través. Ajeitava pequenas mechas, tufos destacados que ficavam entre entre os dedos e inundavam o travesseiro. Nem reparava nisso; era como se não me dissesse a respeito; aliás, tinha cabelos de sobra. Tentei outra vez sacudir esse estranho torpor com a palma da mão nos joelhos, tossi tão alto quanto os pulmões o permitiam... e tornei a cair em prostração. De nada valia; ia-me acabando irremediavelmente, de olhos arregalados, fixos no teto. Finalmente, meti o indicador entre os lábios e comecei a chupá-lo. Alguma coisa entrou a mover-se no cérebro, uma ideia abria caminho, invenção inteiramente louca: Se eu mordesse, hein? Sem refletir, fechei os olhos, ferrei os dentes.

.Pra quem mora em Brasília.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Eu rir muito, esse clipe é muito fofo.
A banda é ótima. Pra quem não conhece eu vos apresento:
The Black Keys.

segunda-feira, 11 de abril de 2011


Ah, se a juventude que esta brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só pra ser um sonho
Daí então quem sabe alguém chegasse
Buscando um sonho em forma de desejo
Felicidade então pra nós seria

E, depois que a tarde nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse eu não resistiria
E a madrugada acalentaria a nossa paz
Fica, ó brisa fica pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa

E traga alguém que queira te escutar

E junto a mim queira ficar

E junto a mim queira ficar
E junto a mim queira ficar
E junto a mim queira ficar

Eu e a brisa - Caetano Veloso

quarta-feira, 6 de abril de 2011

.Eu sou Cult.

Pra quem gosta de Soul é uma boa pedida.
A britânica de apenas 22 anos possui uma voz super marcante, como diria minha amiga Vanessa, a Adele canta pra c#$%¨&*!
Adorei o ar Retrô da moça. Linda né?!

Fica a dica.

Trabalhos, muito trabalhos

sexta-feira, 25 de março de 2011

.Para o dia continuar gostoso.





Misread – Kings of Convenience

Uma musiquinha para alegrar o dia.
Adoro essa banda.

quarta-feira, 23 de março de 2011

.Vi no de(coeur)ação.

Hélio Leites from Cesar Nery on Vimeo.

Me emocionei com a mensagem.

O pior desemprego do mundo...

terça-feira, 22 de março de 2011

.Les Triplettes de Belleville.






Eu adoro um desenho animado.
Morro de vontade de assistir este, desde quando o lançaram.
Só tenho a trilha sonora.
Alguém tem o filme aê?!

Aqui nesse site tem a sinopse do filme,
só pra dar aquela vontade de ver.


terça-feira, 15 de março de 2011

.Coisas sobre mim.


Gosto de fotografias, alheias ou não.
Coleciono casamentos, vestidos de noivas, interiores, móveis, frases, fotos lindamente indecorosas, segredos, lembranças, amores mal resolvidos.
Guardo versos, frases e livros.
Sou técnica em Sistemas de Informação, apesar de detestar informática, conheci muita gente, ganhei novos melhores amigos.
Quero estudar antropologia um dia.
Faço Design de Interiores atualmente, quero aprender a costurar de verdade, ser ótima na cozinha, ter uma casa pra chamar de minha, escritora nas horas vagas, amante por tempo integral, sem ter que me preocupar com as horas. Conhecer mais lugares.
Descobri que tenho dom pra muita coisa, que o quê me falta é dinheiro.
Gosto de Rock, MPB e Flash Back e vou conhecer o Coldplay esse ano.
Que namoro alguém nada a ver com meu estilo mas que faz de mim a pessoa mais completa.
Que à três anos atrás eu criei o blog só pra afogar as minhas mágoas e hoje tenho amigos, falo de amor, música, livros e decoração.
Que já escrevi mais, que hoje escrevo pouco, é quase nada.
Stéfane Mesquita

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Conto da Ilha Desconhecida - José Saramago


...O luar iluminava em cheio a cara da mulher da limpeza, É bonita, realmente é bonita, pensou o homem, que desta vez não estava a referir-se à caravela. A mulher, essa, não pensou nada, devia ter pensado tudo durante aqueles três dias, quando entreabria de vez em quando a porta para ver se aquele ainda continuava lá fora, à espera. Não sobrou migalha de pão ou de queijo, nem gota de vinho, os caroços das azeitonas foram atirados para a água, o chão está tão limpo como ficara quando a mulher da limpeza lhe passou por cima o último esfregão. A sereia de um paquete que saía para o mar soltou um ronco potente, como deviam ter sido os do leviatã, e a mulher disse, Quando for a nossa vez faremos menos barulho. Apesar de estarem no interior da doca, a água ondulou um pouco à passagem do paquete, e o homem disse, Mas baloiçaremos muito mais. Riram os dois, depois ficaram calados, passado um bocado um deles opinou que o melhor seria irem dormir, Não é que eu tenha muito sono, e o outro concordou, Nem eu, depois calaram-se outra vez, a lua subiu e continuou a subir, em certa altura a mulher disse, Há beliches lá em baixo, o homem disse, Sim, e foi então que se levantaram, que desceram à coberta, aí a mulher disse, Até amanhã, eu vou para este lado, e o homem respondeu, E eu vou para este, até amanhã, não disseram bombordo nem estibordo, decerto por estarem ainda a praticar na arte. A mulher voltou atrás, Tinha-me esquecido, tirou do bolso do avental dois cotos de vela, Encontrei-os quando andava a limpar, o que não tenho é fósforos, Eu tenho, disse o homem. Ela segurou as velas, uma em cada mão, ele acendeu um fósforo, depois, abrigando a chama sob a cúpula dos dedos curvados, levou-a com todo o cuidado aos velhos pavios, a luz pegou, cresceu lentamente como faz o luar, banhou a cara da mulher da limpeza, nem seria preciso dizer o que ele pensou, É bonita, mas o que ela pensou, sim, Vê-se bem que só tem olhos para a ilha desconhecida, aqui está como as pessoas se enganam nos sentidos do olhar, sobretudo ao princípio. Ela entregou-lhe uma vela, disse, Até amanhã, dorme bem, ele quis dizer o mesmo doutra maneira, Que tenhas sonhos felizes, foi a frase que lhe saiu, daqui a pouco, quando lá estiver em baixo, deitado no seu beliche, vir-lhe-ão à ideia outras frases, mais espirituosas, sobretudo mais insinuantes, como se espera que sejam as de um homem quando está a sós com uma mulher. Perguntava-se se já dormiria, se teria tardado a entrar no sono, depois imaginou que andava à procura dela e não a encontrava em nenhum sítio, que estavam perdidos os dois num barco enorme, o sonho é um prestidigitador hábil, muda as proporções das coisas e as suas distâncias, separa ás pessoas, e elas estão juntas, reúne-as, e quase não se vêem uma à outra, a mulher dorme a poucos metros e ele não soube como alcançá-la, quando é tão fácil ir de bombordo a estibordo...

quarta-feira, 2 de março de 2011


Prova a minha boca no teu ouvido.
Allen Ginberg

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


Não sabemos namorar - Carpinejar

Agora dei para mascar chiclete com sabor melancia. Deveria esconder esse detalhe.
Mórbido para quem atravessou os 36 anos.
Mas vejo o quanto escondo o romantismo debaixo da mordida. Sou açucarado.
Meu beijo é diabético. Logo eu que passo uma imagem seca de bolacha de sal.
Vá lá, não vou sorrir para mim de noite ou pedir a benção para os apaixonados,
mas não acredito nesta história de acomodação no romance.
Que de uma hora para outra cansamos.
Não é cansaço, não é que paramos de seduzir porque conquistamos
e que não precisamos mais arrebatar com surpresas.
Não é que estamos seguros e não arriscamos mais.
Não é o conforto ou o domínio territorial.
Senão começaremos a acreditar que existe cupido.
E cupido é o mais cafona dos anjos.
Quem começa uma relação com cupido termina na fossa
repetindo os erros ortográficos das canções sertanejas.
Confio que há gente que não saiba namorar. Não sabe namorar, e pronto.
Supõe que é instintivo, natural, que é beijar, abraçar e os oceanos transportam a espuma.
Que basta amar e as relações funcionam. Mas as relações queimam pelo pouco uso.
A eletricidade enferruja.
Há gente que jura que namorar é cumprir um expediente depois do expediente:
jantar, conversar e transar.
Há gente que não quer namorar,
e sim uma amizade para dividir o que se é. Sem tensão. Sem cobrança. Sem nervosismo.
Que tudo está definido e seguro para o final do ano,
que não pode ser perdido no próximo minuto.
Eu acabei de perder o próximo minuto. Namoro é ambição.
É um final de semana a cada dia. É uma delicadeza insuportável,
antecipar os movimentos e agradar quando não se espera.
Gentileza em cima de gentileza, infindável.
Um cuidado para não magoar com aviso e pergunta,
com aquela educação concedida a gestantes e idosos.
Namorar requer uma atenção absoluta.
E não reclame: amar pode ser para toda a vida quando oferecemos toda a nossa vida.
Tem que se preparar, ceder, abrir espaço, oferecer, renunciar.
A inquietação nasce da paciência. A criatividade nasce de uma porta fechada.
É um extremismo terrorista. Explodiremos civis.
Durante algum desentendimento, mobiliza-se a genealogia da imaginação para escandalizar de novo. Carro de som, helicóptero, arranjos suicidas pela janela. Não é permitido ficar quieto, parado, para conversar a respeito. A conversa demora.
No namoro, não existe como ser egoísta. Egoísmo se deixa no JK.
É pensar pelo outro, com o outro, como o outro.
É ter uma lista de compra de mercado na ponta da língua, junto com o chiclete de melancia:
qual a pasta de dente que ela usa, o xampu, o condicionador, o azeite, o leite que toma, o suco... Desconhecer a geladeira da namorada é passagem direta para o congelador.
É entrar numa livraria e pensar no livro que ela vai gostar, é entrar numa loja e pensar um vaso que combinaria com sua sala, é entrar no cemitério e sonhar com um mausoléu para a família, sim, planejar a morte junto - nada mais romântico.
É entrar em si mesmo e lustrar as memórias mais distantes
para parecer órfão antes de sua chegada.
Agora dei para mascar a minha boca.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011


Ô Senhor ouve a minha oração...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


"You say that you love rain,
but you open your umbrella when it rains...
You say that you love the sun,
but you find a shadow spot when the sun shines...
You say that you love the wind,
But you close your windows when wind blows...
This is why I am afraid;
You say that you love me too..."

William Shakespeare

Quer mais? Entra aqui.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011


Quero ser uma noiva colorida.

O Doutor Urbino agarrou o louro pelo pescoço com um suspiro de triunfo: ça y est. Mas o largou de pronto, porque a escada resvalou sob seus pés e ele ficou um instante suspenso no ar, e então conseguiu perceber que se matava sem comunhão, sem tempo para se arrepender de nada nem se despedir de ninguém, às quatro e sete minutos da tarde de domingo de Pentecostes.
Fermina Daza estava na cozinha provando a sopa para o jantar, quando ouviu o grito de horror de Digna Pardo e o alvoroço da criadagem da casa depois da vizinhança. Atirou a colher de pau e tratou de correr como pôde com o peso invencível da idade, gritando feito uma louca sem saber ainda o que acontecia debaixo da copa da mangueira e o coração lhe estouro em estilhaços quando viu seu homem estirado de costas no lodo, já morto sem vida mas resistindo ainda um último minuto à chicotada final da cauda da morte para que ela sua mulher tivesse tempo de chegar. Chegou a reconhecê-la no tumulto através das lágrimas da dor que jamais se repetiria de morrer sem ela, e a olhou pela última vez para todo o sempre com os mais luminosos, tristes e mais agradecidos olhos que ela jamais vira no rosto dele em meio século de vida em comum, e ainda conseguiu dizer-lhe com o último alento:
- Só Deus sabe quanto amei você.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

.No melhor estilo anos 50.

Faço Design de Interiores, quase tive um troço quando vi essa gracinha em uma loja na minha cidade. 14 polegadas de puro charme.


Alguém se candidata a me dar uma?